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Koncerthuset, de Jean Nouvel

Koncerthuset, de Jean NouvelHomenageado do mês de outubro, Jean Nouvel espalhou projetos bonitos e inovadores por todo o mundo. Um dos mais recentes deles fica em Copenhague, na Dinamarca. Trata-se do Koncerthuset, sala de concertos que pertence à Danish Broadcasting Corporation (DR) e é sede da Orquestra Sinfônica Dinamarquesa. Está localizado no bairro de Ørestad, área da capital dinamarquesa que vem passando por um ambicioso projeto de revitalização.

Construído por 360 milhões de libras, o edifício integra o complexo DR Byen, que conta ainda com outros três teatros. Maior deles e com capacidade para 1,8 mil pessoas, o Koncerthuset tem ainda outros três estúdios de gravação. A construção foi iniciada em fevereiro de 2003, sendo concluída em janeiro de 2009. A rainha da Dinamarca Margarida II participou da inauguração, realizada em 17 de janeiro de 2009.

Para muitos críticos, o Koncerthuset é um tributo de Nouvel para Hans Scharoun. Em 1963, o arquiteto alemão projetou a Filarmônica de Berlin, obra clássica do pós-guerra no país europeu. Em formato de cubo, o projeto é um claro exemplo de que é possível preservar a memória sem sufocar a criatividade. Mais ainda, oferece a prova de que a arquitetura vive um período glorioso de lindas salas de concertos. Um exemplo muito recente é o Harbin Opera House, da MAD Architects.

Koncerthuset: o projeto

Ousado como sempre, o projeto de Nouvel vai muito além do formato em cubo e do luxuoso interior. O resultado é um santuário lindamente resiliente: um pequeno canto de utopia num mundo onde as paredes estão em colapso. Mais ainda, o edifício sublinha como o arquiteto fracês é mesmo um cara antenado com as transformações no mundo. Embora seja um praticante hábil da tecnologia contemporânea, seus pensamentos estão enraizadas na noção histórica das cidades onde trabalha. Busca sempre um intercâmbio intelectual com esses espaços. Seus melhores edifícios remontam além da ordem abstrata do modernismo e neo-classicismo. Tem uma forma mais intuitiva e humana.

O interior é um mundo em si mesmo, complexo e diversificado. Uma “rua” de lojas o compõe, assim como um restaurante e um. É ainda um universo de contrastes e surpresas. De um lado, há o espaço dos músicos, com pátios internos e terraços exteriores, além de vegetação. Por outro, os espaços públicos ligam as diferentes salas de espetáculos do complexo ao restaurante e à rua.